Repetições e repetições, dedos caminham em círculos pela faca enferrujada e você dependurado resmunga palavras inaudíveis.
Estou surda do ouvido esquerdo há mais de uma semana e me lembrei de quando você deitou a primeira vez em minhas coxas não podendo escutar minhas lamúrias.
O sangue goteja rapidamente, infelizmente quebrei mais uma regra e não podemos chorar como as batidas na porta.
Um, um dois, três, cinco, você repete e repete, meus olhos reviram e o eco do seu grito é silenciado pelo meu ouvido mas o gotejo estremece.
Te implorei para que não brincasse com minha caixa de alfinetes, você sabe, meu amor. Eu daria meu peito pelos seus olhos...
Arrancados.