Te amasso, te desmonto e te deságuo
numa colisão de nervos que não aceita trégua
Absoluto, canino e orbital
onde o desejo não pede licença e habita o osso
Quero a febre que lateja sob a carne
um eclipse que me eriça os poros e me embaça os horizontes
Quero teu nome entalado na minha garganta ao beber o suor de tua nuca
Vertebral, busco o desenho de teu encaixe em minhas costas
enquanto sou rio entre nossos relevos
Quero escorrer em tua língua como veneno e orvalho
abrindo devagar cada costura de minha pele
A obsessão que se molda à curvatura dos teus dedos enquanto te desabotoo
Me alimentar de teu gosto até que ele se instale em meu céu
Sem tempo e medo, onde a calma nos engole inteiros
Eu quero te pedir mais…