terça-feira, 5 de dezembro de 2023

C'est l'ardeur de la vie avant la fin

Todas as vezes que me abro, pequenos precipícios se abrem e cá estou mais uma vez na borda d’onde redemoinhos intercalam tempestades e escorrem por minhas mãos, pela vazante do coração sempre perfurado que quanto mais costurado menos se cicatriza.

Repetições e repetições que nunca me bastam, nunca se cessam e pela confusão de meu próprio desnorteio não engulo da saliva amarga. Queria perder desta chave, trancafiar os pés dançantes e as mãos sedentas por poemas.

O amor é meu veneno, cada dia estou mais próxima do último gole.