Te ouço rastejante por entre as frestas da janela, mas me escapa do olhar por segundos e me perco no delírio. Suas unhas cravam minha pele quente que com seu gélido toque se arrepia, me toma em seus braços adormecida.
Lúgubre noite, a realidade já não me pertence como quem quisera sentir a lentidão de meu peito quase morto, me transformara em um gotejar vermelho como os beijos que sonhei por ti. De quem seria o sonho das almas tolas que na morte se encontram?