quinta-feira, 19 de agosto de 2021

Alcaçuz

 O descanso do peito selado e das bandeiras submersas pelos destilados de anis, em pele gelada das estações que correm como sopro.

Foi-me prometido uma taça vazia para ser preenchida lentamente, observo desta um líquido sujo qual nunca foi meu.
Os lábios devolvem regurgitando enquanto susurram em seus ouvidos - eles não podem imaginar, a imaginação só serve aos tolos.


Tola. Consentiu.


O alcaçuz, nome em repetição, o alcaçuz.
Esfarelando por entre meus dedos, o peito pede piedade enquanto as raízes contam as horas.


O tempo corre...         

                        Quantas vezes os tolos sonham pela imensidão de navegar em alto mar?