sexta-feira, 7 de maio de 2021

Le bateleur

Em pé, frente a mesa que o mago se debruça pelas noites que não se calam. Tomas do meu sangue em uma taça cristalina.
Saboreando-o lentamente, sedento pelo entendimento dos graus negativos dos planetas que poucos se importaram.
Ao primeiro arcano entrego meu peito, pois meu amor navega pelas águas que em redemoinho se deleita de seus contos para adormecer.
E na lua de suas noites me apaixono inúmeras vezes, mesmo com a rapidez dos dias que acompanharam a velocidade que meu corpo se conectou ao seu.
Pois pelo cortejo do que a claridade não toca, a virgem envenenada pela fumaça do fogo que não queima se observa pelos olhos do escorpião e pelo vislumbre da afinidade, sente sua boca adocicada pelo seu próprio sangue que o mago preparou lentamente para o renascimento.

E a virgem envenenada sorri.

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