Sua respiração ofegante não nega, a flecha envenenada cravada em seu joelho tão dolorosa caminha lentamente por sua face por todo suor gélido que te escorre.
Sua mão tremula forrada por seu sangue amargurado e seus lábios mortos cobertos por ingratidão. Te aguardei, em seus olhares vagos e esperanças fragmentadas me deflorar com sua infelicidade.
Dos sonhos incandescentes, o cálice vinagrado de rachaduras respingantes colore o trajeto. Teu solo avermelhado e suas flores áridas rastejantes, tuas serpentes simbiosas te enrrijecem os dedos e me amarram rente ao teu corpo.
Em devaneios entreguei meu peito como recompensa pelas fantasias que me ofuscaram os olhos, turvida visão desabrocha inconstâncias por mero passatempo da desordem.
O caos acometido pelos pecados dos falsos virtuosos, vulneráveis degradações desmoronam as muralhas que envolvem o palácio dos traiçoeiros.
Todos cairão. Finalizem os tolos e guardem seus corações pois da ruína me levanto para me alimentar de seu âmago.
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