segunda-feira, 28 de março de 2022

Revir (Снова я не могу уснуть)

Pranteios outonais cavam e regam pelo caminhar das sombras a eterna colizão dos amantes.

Em arrebato das carícias dos cabelos negros, súplicas acometidas pelas fatídicas mãos lasceradas do poeta impiedoso urgem da indiferença. Seus olhares vagos não decifram, seus lábios não umedecem como em sua juventude, de ti o sangue carregado pelo véu escoa por debaixo de sua mesa marrom.

No ruir de seus pensamentos mais carnais, na tua cama tomada por cartas de seus fantasmas passados te roubam o sono, em outros corpos sua cicatriz retorna pelas grades que encarceram sua alma caótica. Pela dama fostes consumido quase por inteiro, como o delírio de um efermo que pelo suor se banha em devaneios.

Regressos de sua disforme máscara de amargura.

Pelo pesar das noites frias que te presenteiam incontáveis dúvidas, a morte dos vagantes espiritos fragmentados são como ritual em repetição. Suas taças envenenadas se assemelham ao amor, a simbiose de seus corpos ecoa... ecoa..

Calado, olhos de terra molhada permanecem assombrados e angustiados. Por toda eternidade.


Дико смотреть на тебя Ведь в тебе всё равно я увижу себя


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