quinta-feira, 26 de maio de 2022

Eu sou o mestre

Minhas garras cravam sua pele áspera, láscivo e bestial.
Afio minhas lanças em seus pontudos dentes pois de sua boca ensanguentada o aroma ferroso me extasia.
Seus segredos desprendem como rio que desagua e em suas lágrimas aqueço as pontas dos dedos.
Dolorosos gemidos abafados não permitem o perdão, sua pele compactua com meu sorriso de canto.
A pressão sob seu corpo, seu fôlego em suspiros como os nós que te mantém atado pelos pulsos aos meus pés. 

fatalidades levianas. para aonde você iria pela fuga do epílogo?

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