quinta-feira, 11 de maio de 2023

Ao amargo tempo

vagante por suas fantasias utópicas
nunca presente
                enquanto para longe vão suas mãos que consternam meu peito tão confuso.

por solos inferteis raizes traiçoeiras sufocam meus pulmões
das cicatrizes revivem as chamas, queimam por dentro dos meus ossos envenenadas lágrimas 
o abismo é o reflexo, indiscritíveis susurros dos meus fantasmas dançam por minha pele

eternas promessas
                              sua fuga
                                             um ensaio

amargados olhos que apedrejam, te levaria ao meu aguar
pele à pele pela saudade de teus lábios
agarro de minhas ilusórias memórias para que nunca te vás completamente

Nenhum comentário:

Postar um comentário