me contento apenas com escombros e paredes cobertas de ervas daninhas
minhas estruturas nunca mais foram as mesmas
ruídos me petrificam
os sinais estão por toda parte, como as chamas que consumiram nosso local de paz
eternos fantasmas alimentados pela negação
medo, o medo sabe de tudo
sempre defeituosa, minha voz tremula te envenenava os ouvidos
enquanto hoje sou mais uma negação de tua loucura
que caminha veloz pelas folhas secas de seu jardim assombrado
retorno para ti, minha eterna cidade abandonada sempre amada
nunca esqueci a sujeira impregnada por suas janelas sempre fechadas
ele me prometeu sua cura, mais uma mentira...
os céus acinzentados me fazem querer gritar seu nome
minhas urnas riscadas imitam lamúrias orbitais
meus olhos secos chovem para dentro
dentro de mim ainda florescem esperanças
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