quinta-feira, 26 de setembro de 2024

Belas mentiras na beira do precipício

Eu preferi abrir sua caixa torácica para me encaixar em meio aos seus órgãos, para assim entender quem sou

E quanto mais procuro, menos me encontro e me perco em sua corrente sanguínea que me prende como lamaçal

Quanto mais te amo menos recordo meu nome, ja não reconheço minha face e todas as linhas quais escrevo são pequenos fantasmas de minhas mãos querendo mais uma vez falar apenas sobre você

Eu trancaria a porta e prenderia o ar, se pudesse me lembrar de quem eu era antes de você. Antes de todos que amei tão visceralmente

E mais uma vez te espero no portão antes que toque a campainha. Pois todos os segundos do relógio são eternidades enquanto você não chega

Eu só queria cortar meus pulsos e te ver escorrer completamente de dentro de mim. E me esvaziar de te sentir em todo ar que eu respiro.

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