Eu sei, cartas de amor são sempre mais fáceis de serem escritas.
Assim como fingir nunca saber o que se passa dentro da própria mente.
Como um emaranhado de emoções indecifráveis enlaçando cada pedaço da minha sanidade.
Um choro que só é bonito em poesia, pois afinal, enquanto os ossos não rangem e os miolos não estouram, a louca sempre sou eu.
Angústias não verbalizadas despejadas silenciosamente pelos lençóis.
Uma saudade de casa. Mesmo entre as paredes do meu próprio inferno, qual chamo de lar.
E no colapso da realidade que se despedaça...
Nem todas as palavras existentes que ecoam milhões de vezes para fora de meus lábios te fariam entender tudo que se desintegra em nós.
O melhor de ti são seus defeitos.
Enquanto eu;;;
Eu tenho medo de morrer.
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