O véu maculado serpenteando pelo átrio profanado, arrastando-se como um espectro sobre o chão ensanguentado.
As flores, lívidas e exauridas, sucumbem à cadência inexorável do tempo, que sorve suas lágrimas com a frieza de um carrasco.
O diamante anelar cravado em carne viva, carrega o fardo de um destino irreversível.
Os tormentos esculpidos com precisão entranham-se em suas preces, enquanto os remorsos orbitam impiedosos nas vísceras de sua cobertura glacê.
Seus amados curvam-se sob a tragédia consumada carregando seu caixão dourado atravessando as portas austeras da casa de Deus, enquanto lamentam a ruína de um nome que já não lhe pertence.
Aceitas a tormenta de seu destino?
Aceito.
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