Eu estou presa no vão entre o grito e o pulmão vazio
costurada ao avesso, usando minha própria pele como um casaco três tamanhos menor
As pálpebras pesam como moedas sobre os olhos de um morto
e o pesadelo não termina quando me levanto
Como uma casa que desmorona por dentro enquanto a fachada permanece intacta
uma arquitetura de pesadelos onde os corredores mudam de lugar assim que eu fecho os olhos
Fazendo da minha mente um carrasco paciente que conhece todos os meus pontos de fuga
nesse corredor estreito, úmido, sem lâmpadas
onde o pensamento corre descalço sobre cacos de vidro de todas as minhas versões quebradas
É desesperador perceber que a saída de emergência está trancada por dentro
quando a desaprovação tem um cheiro específico e um gosto de remédio que não desce
Se eu me desfizer por completo nessa cama, se o meu errado for tudo o que restar
você ainda guardaria uma lágrima para mim?
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